Colégio Impacto afasta alunos que fizeram vídeo de sexo usando uniforme do colégio

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Colégio Impacto afasta alunos que fizeram vídeo de sexo usando uniforme do colégio no Shopping Boulevard em Belém

O Colégio particular afastou o grupo de alunos que fez um vídeo de sexo na escadaria de um shopping da capital. Os coordenadores do colégio Impacto disseram que não tem autorização para comentar o caso, mas confirmaram que a escola tomou providências com relação ao vídeo, já que os jovens usam uniformes da instituição.

As imagens são explícitas, e mostram uma moça tendo relações sexuais com dois rapazes uniformizados. O conteúdo foi colocado na internet, e distribuídas através de aplicativos de compartilhamento de vídeos para celulares.

A escola disse ainda que não tem controle com relação as atitudes dos seus estudante fora do ambiente acadêmico, mas afirma que os alunos que foram identificados no vídeo tiveram os pais notificados, e já não estudam mais no colégio.

A administração do Shopping Boulevard confirmou que a gravação foi feita no estabelecimento, e informou em nota que este foi um fato isolado, já que a segurança do shopping faz monitoramento constante do prédio utilizando câmeras, rondas e sistemas de TV.

Compartilhamento criminoso
Não é possível saber, pelo vídeo, se os jovens que participam do vídeo são maiores de 18 anos. Segundo a delegada Beatriz Silveira, da delegacia de crimes tecnológicos, se os jovens forem menores de idade, compartilhar este tipo de conteúdo é crime. “Compartilhar vídeos de menores é um crime grave, previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), com pena de até 4 anos de prisão. A pessoa que tiver esse vídeo no computador, celular ou mesmo em um dispositivo de armazenamento, como um pen-drive, pode ser presa em flagrante”, disse.

Segundo Beatriz, também é contra a lei guardar e divulgar as imanges, mesmo que os autores do vídeo sejam adultos.

“É crime contra a honra, difamação e injúria. A pena é de 2 anos de prisão, mas por ser um crime de menor potencial ofensivo pode ser trocada por penas alternativas”.

De acordo com a delegada, poucos jovens tem a dimensão dos transtornos que podem ser causados pelo vazamento de um vídeo íntimo. “Uma vez na rede, nunca mais haverá controle desta imagem. As pessoas não tem a dimensão da gravidade disto. Quando forem mais velhos e tiverem de procurar um emprego, esta imagem pode prejudicá-los”.

Exibicionismo em troca de status
Segundo a psicóloga Niamey Granhen, especialista em jovens, a adolescência é um período de autoafirmação, que muitas vezes pode resultar em exibicionismo.

O jovem não tem maturidade para compreender as consequências de tamanha exposição. Pelas alterações hormonais, sociais e comportamentais ele quer transgredir e se auto-afirmar, e a sexualidade é muito utilizada nesse processo. Ele quer um status diante da turma, e não percebe a dimensão do alcance deste vídeo“, explica.

De acordo com a especialista, quem se envolve neste tipo de vídeo acaba desrespeitando sua vida privada.

“Ao se expor, o jovem se dispõe a um julgamento, eles estão expostos a uma violência, ao desrespeito. A sociedade é preconceituosa e tem regras, e julga moralmente de forma severa este tipo de caso.

Isso pode gerar um grave trauma na autoestima dos jovens envolvidos. O mundo adulto acaba sofrendo com a inconsequência da fase juvenil.”, diz.

Para Niamey, diante de uma situação como esta é preciso que escola e família atuem juntas. “É preciso compreender o contexto familiar do adolescente que se envolve com esse tipo de situação.

Não é a escola que vai ser responsável por isso, o senso moral deriva da infância. Mas escola e família estão juntos nessa missão de contribuir para essa formação moral.

A família e a escola são responsáveis por instituir essas regras. Os pais não podem ser só amigos: eles têm que orientar, acolher e instituir as regras, fazer o acompanhamento dos filhos. Os jovens não podem ser tratados como crianças”, orienta.

Fonte: Gil Sóter e Ingo Müller | G1 Pará

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